As crianças possuem o próprio tempo! Você ainda consegue se lembrar de como percebia o tempo na sua infância? Eu me lembro de não perceber, ele só passava e eu só vivia, todo tempo era no agora!
Isso acontece porque para a criança a relação com o tempo é diferente, é subjetiva, experienciada e interior. O tempo para a criança é sentido de acordo com a experiência, onde a vivência é marcada pelo prazer do instante. Ou seja, a sensação do tempo é intensa e não contabilizada pelos instrumentos comuns de medição, como relógios e calendários, a criança vive simplesmente entregue ao momento.
Percebe como a percepção da criança sobre o tempo nos acontecimentos é completamente diferente, quiçá oposta à dos adultos?
Os adultos têm outra relação com o tempo: estabelecida pelo processo de racionalização provinda da necessidade de dividir o dia entre as inúmeras e cronometradas atividades, tudo é linear, controlado e instrumentalizado. Então, amamos as férias! Porque é quando o relógio não importa tanto. Mas, ainda assim corremos o risco de não estar no momento presente, habituados às preocupações e a rotina.
E quando nos sobra tempo para os sonhos, a imaginação e a fantasia? Onde vemos o óbvio, a criança vê um mundo de possibilidades.
Mas, pensando apenas a partir de nós mesmos, corremos o risco de inconscientemente reduzir ou suprimir essa essência do “ser criança”, tendo como pretexto a constante necessidade de prepará-los para a vida adulta, quase que sistematicamente, algo que por vezes está enraizado em expectativas próprias e em pressão social.
A criança precisa ser aquilo que é, por isso é preciso haver equilíbrio, ou seja, podemos ensinar sobre tudo, elas conseguem compreender. Quando for necessário a criança terá que aprender as horas, a matemática, álgebra, aritmética, linguagens e ciências, isso também faz parte do desenvolvimento, mas é válido lembrar que a melhor maneira de aprender, crescer e se desenvolver é brincando! Quando o nosso tempo é bem vivido e aproveitado, damos mais valor a ele.
Então, em alguns momentos, nós devemos ensinar sobre o tempo das coisas, mostrar o caminho, acelerar ou desacelerar os passos, e até mesmo amadurecer nas crianças, essa compreensão. Mas bem, em outras oportunidades, nós é que deveríamos aprender. Até porque no final das contas, não é sobre quanto tempo disponível temos, mas é sobre a intensidade como ele é sentido. Que os relógios e calendários continuem a organizar nossos dias, eles são importantes para isso! Mas que nessa organização haja a consciência existencial para definir bem as prioridades, lembrando de que o tempo é sempre soberano e implacável!
Então, mesmo com agenda lotada, vocês já brincaram juntos hoje?
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De um lado, o tempo cronometrado pelo relógio, do outro, o tempo sentido e percebido pelas crianças.
As crianças possuem o próprio tempo! Você ainda consegue se lembrar de como percebia o tempo na sua infância? Eu me lembro de não perceber, ele só passava e eu só vivia, todo tempo era no agora!
Isso acontece porque para a criança a relação com o tempo é diferente, é subjetiva, experienciada e interior. O tempo para a criança é sentido de acordo com a experiência, onde a vivência é marcada pelo prazer do instante. Ou seja, a sensação do tempo é intensa e não contabilizada pelos instrumentos comuns de medição, como relógios e calendários, a criança vive simplesmente entregue ao momento.
Percebe como a percepção da criança sobre o tempo nos acontecimentos é completamente diferente, quiçá oposta à dos adultos?
Os adultos têm outra relação com o tempo: estabelecida pelo processo de racionalização provinda da necessidade de dividir o dia entre as inúmeras e cronometradas atividades, tudo é linear, controlado e instrumentalizado. Então, amamos as férias! Porque é quando o relógio não importa tanto. Mas, ainda assim corremos o risco de não estar no momento presente, habituados às preocupações e a rotina.
E quando nos sobra tempo para os sonhos, a imaginação e a fantasia? Onde vemos o óbvio, a criança vê um mundo de possibilidades.
Mas, pensando apenas a partir de nós mesmos, corremos o risco de inconscientemente reduzir ou suprimir essa essência do “ser criança”, tendo como pretexto a constante necessidade de prepará-los para a vida adulta, quase que sistematicamente, algo que por vezes está enraizado em expectativas próprias e em pressão social.
A criança precisa ser aquilo que é, por isso é preciso haver equilíbrio, ou seja, podemos ensinar sobre tudo, elas conseguem compreender. Quando for necessário a criança terá que aprender as horas, a matemática, álgebra, aritmética, linguagens e ciências, isso também faz parte do desenvolvimento, mas é válido lembrar que a melhor maneira de aprender, crescer e se desenvolver é brincando! Quando o nosso tempo é bem vivido e aproveitado, damos mais valor a ele.
Então, em alguns momentos, nós devemos ensinar sobre o tempo das coisas, mostrar o caminho, acelerar ou desacelerar os passos, e até mesmo amadurecer nas crianças, essa compreensão. Mas bem, em outras oportunidades, nós é que deveríamos aprender. Até porque no final das contas, não é sobre quanto tempo disponível temos, mas é sobre a intensidade como ele é sentido. Que os relógios e calendários continuem a organizar nossos dias, eles são importantes para isso! Mas que nessa organização haja a consciência existencial para definir bem as prioridades, lembrando de que o tempo é sempre soberano e implacável!
Então, mesmo com agenda lotada, vocês já brincaram juntos hoje?